O Resveratrol é um polifenol encontrado, de forma natural, na casca das uvas pretas, de certas bagas e outras plantas. O Resveratrol ajuda à função cardiovascular saudável através de vários mecanismos. Especialmente quando combinado com outros polifenóis, o Resveratrol é conhecido pelos efeitos anti-envelhecimento, assim como pela sua capacidade de contribuir para uma resposta inflamatória saudável.
Os cientistas consideram a hipótese do Resveratrol ser uma resposta para o famoso “Paradoxo Francês”, em que os franceses estavam, tradicionalmente, protegidos contra doenças cardíacas, apesar de terem uma dieta rica em gordura.
Estudos indicam que o Resveratrol pode ajudar a diminuir os níveis de colesterol LDL ou colesterol “mau” e aumentar os níveis de colesterol HDL, ou colesterol “bom”. O colesterol LDL pode acumular-se nas paredes dos vasos sanguíneos conduzindo à formação de placas de ateroma. Estas estão na origem da aterosclerose que culmina na obstrução dos vasos sanguíneos. O Resveratrol favorece a produção de HDL e impede a oxidação do LDL circulante tendo assim um papel na redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Os efeitos benéficos do Resveratrol estendem-se também à prevenção do cancro, devido à sua capacidade de inibir a proliferação de células tumorais através da inibição da NF-Kappa B, que se encontra envolvida na regulação da proliferação celular.
Março 2007 Ratos de laboratório obesos alimentados com uma dieta rica em gorduras viveram com mais saúde e mais tempo sem recurso a dietas graças ao consumo de grandes doses de um extracto de vinho, revela um estudo hoje divulgado. Os investigadores que anunciaram a descoberta afirmam que ainda é cedo para saber se o método produz resultados idênticos nos humanos, mas consideram que é prometedor e mesmo "espectacular".
O estudo, conduzido pela Escola Médica de Harvard e pelo Instituto norte-americano do Envelhecimento, mostrou que doses substanciais de Reveratrol, um ingrediente do vinho tinto, fazem baixar os níveis da diabetes, reduzem os problemas de fígado e outros efeitos nocivos relacionados com gordura quando foram ministradas a ratos de laboratório obesos.
Os animais submetidos a este método viveram mais tempo que o esperado, mas o mais espantoso, segundo David Sinclair, líder da equipa de cientistas, reside no facto dos órgãos destes ratos se apresentarem normais, quando não o deviam estar. "Eles estão gordos, mas por dentro estão bem, de saúde. Tivemos de nos beliscar para nos certificarmos de que estávamos acordados", comentou.
David Sinclair estuda o resveratrol
David Sinclair adiantou que os estudos já feitos em ratos de laboratório normais, igualmente tratados com o Resveratol, mostram que o seu tempo normal de vida foi aumentado. O líder da equipa de investigação tem um interesse especial nesta pesquisa, pois é co-fundador de um laboratório farmacêutico que tenta descobrir se é possível utilizar este extracto de vinho tinto em pessoas com diabetes.
O consumo de vinho tinto tem sido nos últimos anos referido como tendo efeitos benéficos para a saúde humana, mas o estudo hoje divulgado na edição electrónica da revista Nature mostra que os mamíferos submetidos a doses elevadas de Resveratrol podem obter os efeitos do corte de calorias sem efectivamente as cortar e sem nada fazer para obter essa redução. "Se estivermos certos, significa que se pode obter os efeitos de reduzir o consumo de calorias sem que uma pessoa tenha de sentir que está a passar fome", comentou David Sinclair.
Howard Eisenson, director do Centro de Dieta da Universidade de Duke, alertou o público para excessos de optimismo. "Todos os que praticam medicina aprenderam já que não se pode saltar directamente de estudos com cobaias para o que pode acontecer em seres humanos", comentou Eisenson.
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